16 de September de 2014

Grande Alexandre

 

 

 

 

Nome comum : Periquito Grande Alexandre.
Nome cientifico: Psittacula eupatria.
Descrição: Tem o corpo inteiro verde, um colar preto e rosa.
Dimorfismo sexual: Nesta espécie, os machos apresentam um colar e tem o bico maior que as fêmeas.
Tamanho: 50 a 65 cm.
Peso: 190 a 260 gr.
Subespécies e Distribuição geográfica: São 5 subespécies reconhecidas.
Psittacula eupatria nipalensis: Leste do Paquistão e Afeganistão, do Leste para o Norte da Índia até Bangladesh.
Psittacula eupatria eupatria: Sul da Índia e Sri Lanka.
Psittacula eupatria magnirostris: Ilha de Andaman.
Psittacula eupatria avensis: Assam (Noroeste da Índia) e Norte de Mianmar.
Psittacula eupatria siamensis: Oeste e Norte da Tailândia, Leste para o Centro da Indochina.
Habitat: Várzeas e áreas arborizadas, incluindo mangues e coqueiros.
Alimentação: Frutas, sementes, néctar, flores.
Reprodução: Postura de 3 a 4 , ocasionalmente 5 com período de incubação de 19 a 21 dias.
Curiosidades:. Muitas vezes confundido com o Periquito Ring neck (Psittacula k. manilensis), causando espanto pelo tamanho.Ave muito dócil quando criada como pet, mas tem tendência a destruir puleiros e outros objetos.

Hábitat: Florestas secas e úmidas a 800m, em algumas localidades também a 1.600m, áreas cultivadas, áreas abertas com árvores, também freqüentam áreas urbanas, parques e jardins, ocasionalmente se alimentam em plantações de frutas e coco.
Status: Só são comuns em algumas localidades, sendo raros ou só observados em algumas épocas em grandes partes de sua área de distribuição.
Hábitos: Andam aos pares ou grupos pequenos fora da época de criação, ao entardecer se reúnem em bandos maiores, ocasionalmente mais de mil pássaros podem ser vistos em grupos de árvores ou seções de florestas, gritam muito e bem alto ao amanhecer, então grupos pequenos saem voando em formação para as áreas de alimentação, cauteloso e tímido, seu vôo é rápido e reto, freqüentemente alto e com batidas de asas lentas, porém rítmicas, fazem uma migração sazonal em algumas regiões.
Características: Este periquito asiático de elegantes proporções e maravilhosas cores faz parte da família das psittaculas. Já existem várias mutações desta espécie. De porte e postura magníficas, bem como a morfologia do crânio dá-lhe um aspecto majestoso, costumam ser muito barulhentos ao amanhecer e ao entardecer, gostam de passar bastante tempo no chão dos viveiros, depois de aclimatados são muito resistentes. Estão entre os maiores desta família e com certeza também com grande poder de destruição, seus bicos, verdadeiros alicates, cortam arames com a mesma facilidade que uma torquês. Logo, aconselha-se que as telas dos viveiros sejam bem mais fortes que as normais e tudo que for colocado dentro do recinto que habitam deverão obrigatoriamente ser reforçados, poleiros e ninho serão destruídos em poucas horas se não forem de madeira bem dura. Em exibição de namoro, são ouvidos sons macios, as fêmeas fazem movimentos de semicírculo com a cabeça, as pupilas ficam dilatas e expandem as asas, os machos levantam a cabeça por cima da delas, movem-se lateralmente, abrem as asas, erguem um pé e as alimentam, resultando então na cópula.
Dimorfismo: As fêmeas diferem dos machos principalmente por não terem o colar preto e a faixa rosa na nuca, a plumagem é geralmente ligeiramente mais fosca e as penas medianas do rabo em média são mais curtas.
Dieta natural: Sementes, frutas, flores, bagas, pequenas nozes, néctar(Salmalia, Butea, Erythrina e flores da Bassia latifolia), pólen e brotos de folhas. Costumam causar um dano considerável para as plantações de grãos, arroz, milho e frutas, onde destroem mais do que realmente comem.
Alimentação: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos, etc…), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas (maçã, kiwi, laranja, manga, pêra, figos, etc…), a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal, gostam muito de repolho, jiló e milho verde.
Período de reprodução: De agosto a janeiro, sendo setembro o mês principal.
Reprodução: É freqüentemente alcançada, não é difícil. Não são sensíveis a perturbação e a inspeção do ninho. É essencial um acasalamento harmonioso e interessante manter apenas um casal por viveiro para se obter melhores resultados na reprodução, embora possam ser criados em colônias em viveiros bem grandes. Alguns casais totalmente inexperientes poderão matar o seu primeiro filhote logo após a eclosão, ou não saberem alimentá-lo. Dê-lhes uma segunda chance, pois precisam de uma oportunidade para aprender. Só a fêmea choca, deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho em breves períodos na manhã e ao entardecer. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento.
Amadurecimento sexual: 03 anos.
Idade reprodutiva: Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.
Quantidade de ovos: Postura de 03 a 05 ovos, podem estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até duas posturas por ano. Ovo mede 34.0 x 26.9 mm.

Tempo de incubação: 25 a 26 dias.
Temperatura de incubação: 37,5º C.
Umidade: 60 a 65%.
Filhotes: Os filhotes se assemelham às fêmeas, mas a íris é escura e não possuem a mancha vermelha escura nas asas. A plumagem de adulto só é atingida do 02 para o 03 ano. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e conseqüentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 07 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Não é um bom “pet”, mas para que fique relativamente manso, é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.
Viveiros: Assegure temperatura constante (quente) e que o mesmo seja bastante claro. Não existe um tamanho padrão de viveiro, mas para que voem bem e possam gastar suas energias o mínimo é de 1×1,2x2m, porém podem também ser criados em gaiolas. Os poleiros devem ser grossos para poderem ser desgastados. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidos de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos e de forma a receber o sol da manhã.
Tamanho da anilha: 07mm.